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DESEMPRO

  • Desemprego cai para 5,2% e atinge menor patamar para o terceiro trimestre em 14 anos


    Índice recua puxado pela expansão da ocupação e do nível de emprego, segundo dados divulgados pelo IBGE.


    O mercado de trabalho brasileiro registrou um cenário bastante positivo no terceiro trimestre. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego recuou para 5,2%. Este é o menor percentual para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, marcando um recorde em 14 anos.
    O resultado representa uma retração em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre e aos 5,6% observados no mesmo período do ano anterior. Com isso, o total de pessoas desocupadas no país caiu para cerca de 5,6 milhões.

    Recorde de ocupação e massa salarial

    Enquanto o número de desempregados diminuiu, a quantidade de brasileiros trabalhando bateu marcas históricas. O nível de ocupação — que mede o percentual da população em idade de trabalhar que está efetivamente exercendo alguma atividade — alcançou 59%. O total de pessoas ocupadas chegou a aproximadamente 103,6 milhões.
    Entre os setores que impulsionaram esse avanço, destacam-se a construção civil e o segmento de empregadores e serviços públicos, que mostraram resiliência e ampliaram a oferta de vagas.
    Outro reflexo direto do aquecimento do mercado foi o crescimento na renda das famílias. A massa de rendimento real habitual (a soma de todos os ganhos dos trabalhadores) atingiu a marca recorde de R$ 387,5 bilhões, impulsionando o poder de compra e injetando mais recursos na economia nacional.

    Desafios remanescentes

    Apesar dos avanços expressivos nos indicadores formais e na redução do desemprego, analistas apontam que o mercado ainda convive com desafios estruturais, como o patamar ainda elevado da informalidade, que segue representando uma fatia expressiva dos trabalhadores em atuação no país.
    Ainda assim, a trajetória sequencial de queda reforça um momento de maior dinamismo e absorção de mão de obra, trazendo alívio para trabalhadores de diferentes regiões.

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