A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou o inquérito sobre o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de 39 anos. A corporação concluiu que o sumiço ocorreu por vontade própria e descartou qualquer envolvimento de terceiros no caso. Sem indícios de crime, o procedimento foi oficialmente arquivado.
A cronologia do caso aponta que Dayanne saiu de casa após informar ao atual companheiro que visitaria a mãe. Antes de partir, deixou os filhos sob os cuidados da avó e, a partir de então, interrompeu o contacto com a família. Sem notícias, o marido registou um boletim de ocorrência na madrugada de sexta-feira, 3 de julho.
Ao vistoriar o imóvel do casal, o companheiro encontrou o telemóvel de Dayanne e cartas escritas por ela. No aparelho, foram descobertas mensagens em tom agressivo enviadas por supostos agiotas, que cobravam dívidas pendentes. Nos manuscritos deixados para trás, Dayanne expressava forte pressão financeira e pedia proteção policial para a sua família diante das ameaças recebidas.
Diligências policiais confirmaram que, logo após deixar as crianças, Dayanne adquiriu um bilhete de autocarro e viajou em direção a São Paulo.
Após uma campanha de buscas que ganhou repercussão nacional nas redes sociais, ela foi localizada na noite de sábado, 4 de julho, na capital mineira. Assistida por uma equipa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Dayanne deu entrada em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde permaneceu internada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). As circunstâncias exatas do resgate são mantidas sob sigilo pelas autoridades