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PCMG

  • Grupo de Ribeirão das Neves é indiciado por sonegação fiscal milionária


    Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou um esquema de sonegação fiscal que causou um prejuízo milionário aos cofres públicos. Seis pessoas, residentes em Ribeirão das Neves, foram indiciadas por crimes tributários, incluindo sonegação fiscal, associação criminosa e uso de documento falso.


    As investigações, que se iniciaram em 2020, apontam que o grupo atuava em um esquema de fraudes tributárias com empresas localizadas no Distrito Industrial João de Almeida, em Ribeirão das Neves, e também em Belo Horizonte. Os investigados utilizavam falsificação de assinaturas e fraudes em processos administrativos para conseguir parcelamentos tributários vantajosos de forma irregular.


    De acordo com a PCMG, o esquema causou um prejuízo milionário aos cofres públicos. No entanto, os valores exatos não foram informados. A investigação continua para apurar a extensão total do prejuízo.
    Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. A PCMG apreendeu celulares, notebooks, HDs externos, pen drives, cartões bancários, cheques e diversos documentos que serão analisados para fortalecer as investigações. Um carro registrado em nome de um dos investigados também foi recolhido e será colocado à disposição da Justiça.


    Os investigados foram indiciados pelos crimes de sonegação fiscal, associação criminosa e uso de documento falso. As investigações agora se concentram na análise do material apreendido e na obtenção de novas provas que possam levar à identificação de outros envolvidos no esquema.

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  • Vídeos de tortura levam à prisão de homem investigado pela morte do irmão em Ribeirão das Neves


    As imagens são analisadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para determinar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte

    A investigação sobre a morte de um homem no bairro Metropolitano, em Ribeirão das Neves, ganhou um novo elemento na sexta-feira (28/8): o irmão da vítima foi preso pela Delegacia de Homicídios da cidade. Ele é investigado pelas agressões sofridas pelo homem antes de sua morte, parte delas registrada em gravações que passaram a circular entre moradores. Em um dos vídeos, o agressor se refere à violência como “só o básico da tortura”.

    As imagens são analisadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para determinar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte. O objetivo é descobrir se os ataques registrados têm relação direta com o óbito e esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

    A polícia teve acesso a pelo menos cinco gravações depois que moradores e colaboradores procuraram as autoridades. Cópias do material foram encaminhadas aos investigadores, enquanto algumas das pessoas que contribuíram com a apuração pediram anonimato por receio de sofrer represálias.

    Os vídeos apresentam cenas de violência em diferentes momentos. A vítima aparece machucada, com ferimentos nas mãos e nos braços, e é submetida a agressões e intimidações. Em determinado trecho, ela é questionada repetidamente sobre quem “manda” no local. Em outro, pede ao irmão que cesse as agressões e o chama várias vezes. As condições físicas registradas nas imagens também parecem se deteriorar: posteriormente, o homem surge muito ofegante, gemendo e tentando se proteger.

    A apuração indica que a violência pode ter se prolongado por horas e ocorrido tanto no interior da residência quanto em pontos próximos ao imóvel. Os investigadores agora confrontam o conteúdo das gravações com os vestígios levantados pela perícia para reconstruir a sequência dos fatos.

    Corpo foi encontrado no quintal da residência

    Antes de os vídeos serem incorporados à investigação, o caso havia chegado às autoridades como uma ocorrência de mal-estar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado até a casa onde os dois irmãos moravam depois de um homem ser dado doente. Ao chegar, a equipe encontrou a vítima morta no quintal, já com rigidez cadavérica.

    As marcas espalhadas pelo corpo, incluindo diversas escoriações, levantaram dúvidas sobre a circunstância da morte e motivaram o trabalho da perícia da Polícia Civil.

    Na primeira versão apresentada às autoridades, o irmão afirmou que a vítima teria sofrido uma queda durante a madrugada. Ele também citou o consumo excessivo de álcool e episódios anteriores de quedas e brigas como possíveis explicações para os ferimentos.

    A existência das gravações acrescentou uma nova perspectiva ao caso e levou os investigadores a aprofundarem a apuração sobre o que ocorreu antes da morte.

    A origem da sequência de agressões ainda não foi esclarecida. Os investigadores identificaram conflitos familiares relacionados à convivência entre os irmãos, mas ainda tentam determinar qual situação teria desencadeado a violência.

    A Polícia Civil também procura estabelecer a cronologia dos acontecimentos, principalmente o período entre os últimos episódios registrados nas gravações, a morte e o acionamento do serviço de emergência.

    Os exames periciais serão fundamentais para apontar a causa da morte e avaliar uma possível ligação com as agressões. O inquérito segue com a análise dos vídeos, dos vestígios encontrados no imóvel e no corpo da vítima e das demais provas reunidas pela equipe responsável pelo caso.

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