O Governo Michel Temer, que entrou sem nem um voto sequer, a cada dia que se passa, formula uma nova forma de gerir a soberania nacional de forma mais imperialista e ultraliberal possível lembrando muito a forma que Gustavo Franco formulou o Real e que Pinochet administrou o Chile durante a ditadura que podemos chamar de sua, pois ele é o maior símbolo dela.

A mais nova teoria de gestão criada por Michel Temer é a privatização, ou união do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ambos os bancos não são totalmente públicos, já que tem seu capital mesclado entre tesouro público e investimentos privados, ou seja, são empresas de Capital Misto com caráter público.

Toda vez em que o capital público tem caráter social, como o FGTS, bolsa família e administração do tesouro público entre outros, devemos ligar este capital ou tesouro à Caixa Econômica Federal, pois ela é responsável por cuidar do dinheiro com caráter social. Em contrapartida toda vez que pensarmos o dinheiro público sendo utilizado para o capital privado como os grandes empresários e latifundiários devemos ligar essa monetáriedade ao Banco do Brasil, pois ele que faz os empréstimos para o setor privado, ou seja, o dinheiro do Banco do Brasil tem caráter empresarial e mais liberal e tem muito haver com a privatização do dinheiro público para uma talvez utilização em geração de empregos que o estado brasileiro não fiscaliza se chega a esse fim.

Posto isso, para facilitar o entendimento do que é o dinheiro da Caixa Econômica e do que é o dinheiro do Banco do Brasil, são dinheiros diferentes por causa de seu caráter, irei fazer uma analogia com o dinheiro domiciliar:

Imagine que a casa junta todos os salários que os membros da família recebem, com isso se fará uma separação do que será feito com cada parcela do dinheiro do orçamento familiar. Visto isso, pense que uma parte desse dinheiro será utilizado para a compra de livros, jornais e revistas (Dinheiro do Banco do Brasil) que a família mantêm o costume de ler. Outra parte será para o pagamento das contas da casa entre as mais diversas que se tem (Dinheiro da Caixa Econômica Federal). Após esse paralelo para facilitar o entendimento de cada capital imagine uma situação cotidiana:

Definir-se-á quem irá administrar esse dinheiro e com isso se define que o filho de 15 anos que mais gosta de ler e por ele todo o dinheiro da casa iria para a compra de jornais, livros e revistas será o administrador do Orçamento Familiar. O resultado que se tem com isso é que no fim do mês se descobriu que 100% do dinheiro familiar foi utilizado para a compra de produtos de leitura e que todas as outras contas não foram pagas provocando o corte nos serviços básicos e a falta de comida na dispensa.

O governo Michel Temer defende que se tem que unir o capital do Banco do Brasil (Caráter Empresarial) ao da Caixa Econômica Federal (Caráter Social) e com isso se colocar um sujeito (ou gestor como os liberais gostam de chamar) do setor empresarial para administrar todo o tesouro nacional que fica “guardado” em ambos os bancos e que serão unidos e em seguida privatizados pelo estado.

Neste caso fazendo menção a família que colocou o filho “Leitor” para administrar a compra de livros e as contas básicas, vimos que ele deu preferência para a área que lhe era mais interessante. O mesmo acontecerá ao Tesouro Nacional se unir o Capital Público com caráter Social ao Capital Público Empresarial e se colocar um membro do setor que utiliza o capital empresarial para benefício próprio. O membro do setor empresarial com toda certeza irá usar o capital que lhe é de função administrar para o setor que ele é proveniente, ou seja, todo o dinheiro do estado brasileiro irá para o setor empresarial sem garantia nenhuma que este dinheiro será utilizado para o bem estar de toda sociedade, já que o dinheiro vem da sociedade ele tem que ser usado para o benefício da sociedade e não para o bem de um setor que simplesmente se preocupa com os próprios rendimentos e é movido pela frase "Deixar os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres até que tudo isso se exploda".

Com essa total utilização do dinheiro público em setores privados voltaremos (se já não temos novamente) um problema grande com a questão da fome, assim como foi no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre os anos de 1995 e 2002, onde morria uma criança de fome a cada 5 minutos, fato este que nos colocou no mapa da fome.

O orçamento da Caixa deve continuar a ser utilizado em programas sociais de combate à pobreza como foi feito desde 2003 com a eleição de um setor da centro-esquerda para administrar o estado brasileiro. Vimos que o investimento em benefícios sociais traz inúmeros retornos para toda a sociedade.

Concluindo, as privatizações dos bancos públicos devem ser retiradas da pauta econômica brasileira, pois se vendermos nosso patrimônio, o combate à fome sai da pauta e os problemas já conhecidos, como a miséria, voltam a rondar os lares brasileiros, e estes são problemas que não podemos mais aceitar em nossas residências, então não espere para se opor as privatizações porque a fome não espera.